Fique por Dentro


Gravidez depois dos 40 exige cuidados especiais

07 de maio de 2014 por Humana

Toda mulher tem um período fértil que deve ser respeitado. E, diferentemente do homem, as mulheres perdem seu estoque de óvulos e se tornam menos férteis com o passar dos anos.

Quando uma mulher com mais de 40 anos decide engravidar, suas chances de sucesso sem auxílio da medicina são bem mais baixas. As alternativas terapêuticas devem analisadas caso a caso e podem variar desde um simples controle ultrassonográfico, para monitorar o período mais favorável para se ter relações sexuais, até tratamentos mais complexos, em que pode ser necessário recorrer a óvulos doados.

De acordo com o médico Marcos Höher, do Centro de Pesquisa e Reprodução Humana Nilo Frantz, de Porto Alegre, uma nova estratégia foi recém-publicada na revista científica Reproductive BioMedicine Online. "Após analisar 1.182 ciclos de fertilização in vitro em 724 pacientes, pesquisadores do Instituto Valenciano de Infertilidad, grupo espanhol com grande experiência no congelamento de óvulos, verificaram que as taxas de gravidez em mulheres com má resposta à estimulação dos ovários com injeções eram o dobro quando se acumulava e congelava os óvulos", explica.

Mulheres que faziam várias tentativas de fertilização in vitro, mesmo com poucos óvulos e situadas na faixa etária depois dos 40, acabavam tendo uma taxa de desistência maior e resultados inferiores.

Dosagem hormonal

Depois dos 40 anos, devido à frequente diminuição na quantidade e na qualidade dos óvulos, os tipos de medicação e suas respectivas doses costumam ser adaptadas de acordo com a "reserva ovariana" disponível. "Um avanço da medicina reprodutiva para fazer esta avaliação é a dosagem do hormônio antimülleriano, por meio da coleta de uma amostra de sangue", diz Marcos Höher. Esse exame tem contribuído na avaliação da quantidade de óvulos remanescentes. Também tem ajudado na escolha do tratamento mais adequado.

Para mulheres com mais de 35 anos, recomenda-se agilidade na investigação de sua fertilidade, o que, em geral, acaba não acontecendo. "Infelizmente, o que se vê na prática são casais deixando para engravidar cada vez mais tarde", diz o médico. Segundo ele, a postergação no início dos tratamentos acaba levando a chances progressivamente menores de se obter uma gravidez.

Diante disso, é comum que, após algumas tentativas frustradas, os casais desistam ou não aceitem as alternativas que a ciência coloca à disposição, como é o caso da doação de gametas.

"São opções de tratamento tidas muitas vezes como um último recurso e que não são aceitas por todos os casais. Porém, a maioria dos que encontram condições físicas, emocionais e financeiras para suportar as tentativas necessárias acaba sendo recompensada com a conquista do seu objetivo e, mais cedo ou mais tarde, tem o seu bebê", diz.

 

Fonte: Terra

Fonte: